Líderes públicos e privados do Brasil, Países Baixos e Reino Unido uniram forças pela ação climática acelerada a bordo do primeiro navio movido a hidrogênio do Brasil, o JAQ Hydrogen Vessel. O barco foi aberto para visitação durante a COP 30
Enquanto o Brasil sediou a COP30, uma inovação verde nacional ganhou destaque durante o NBCC Frontrunners’ Dinner, realizado a bordo do JAQ Hydrogen Vessel, o primeiro navio movido a hidrogênio do país e um marco da tecnologia brasileira de baixas emissões. O encontro reuniu líderes públicos e privados do Brasil, dos Países Baixos e do Reino Unido para fortalecer a colaboração internacional na transição climática e no desenvolvimento sustentável.
Com 36 metros de comprimento, o Explorer H1 está equipado com jatos de água que lhe permitem navegar em águas rasas. Seu desenvolvimento ocorreu no estaleiro Inace, em Fortaleza (CE). O combustível é produzido a partir da separação das moléculas da água por meio de energia limpa
Organizado pela Netherlands British Chamber of Commerce (NBCC), em parceria com a Embaixada e os Consulados-Gerais do Reino dos Países Baixos no Brasil, o encontro simbolizou o espírito de Mutirão Global — um esforço coletivo que conecta governos, empresas e inovadores para compartilhar conhecimento e alinhar prioridades rumo à COP30.
Lideranças presentes e pautas centrais
O evento contou com a presença de autoridades e executivos de alto nível, entre eles: Julia Cruz, Secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC);. Príncipe Jaime de Bourbon de Parme, Enviado Climático dos Países Baixos; Paul Polman, empresário, filantropo e coautor dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e representantes de empresas como Unilever, Heineken, Rabobank, ING, Van Oord, entre outras.
As discussões focaram nas prioridades do Brasil para a COP30 — descarbonização, bioeconomia, proteção da Amazônia e promoção de empregos verdes — além das ações concretas que governos e empresas podem adotar para acelerar a ação climática.
O Enviado Climático dos Países Baixos, Jaime de Bourbon de Parme, abriu o diálogo afirmando: “A UE e os Países Baixos são parceiros estáveis em um mundo dinâmico. Precisamos trabalhar lado a lado na construção de uma economia verde.” Já a Secretária Julia Cruz enfatizou a importância da inclusão: “Se queremos ser verdadeiros frontrunners do clima, precisamos incluir as pessoas e comunidades locais nas cadeias de valor. As comunidades mais afetadas pelas mudanças climáticas gerarão valor para elas mesmas e para o mundo.”
O empresário e filantropo Paul Polman reforçou o papel do setor privado: “Este é o momento para o setor privado avançar das promessas para a performance, dos compromissos para resultados concretos. A pergunta é simples: estamos lucrando ao resolver os problemas do mundo ou ao criá-los?”
Declaração conjunta e compromissos
As discussões culminaram em uma Declaração Conjunta sobre Ação Climática, que reflete compromissos alinhados às prioridades do Brasil e à Agenda de Ação da COP30. Entre os pontos destacados estão:
– Acelerar a implementação de soluções em energia, agricultura e finanças;
– Fortalecer a cooperação entre Brasil e Países Baixos;
– Criar um ambiente favorável ao desenvolvimento sustentável em larga escala e com visão de longo prazo.
Fonte: Embaixada do Reino dos Países Baixos.





