Grécia, Síria, Togo e Jamaica recebem novos chefes de missão do Brasil
A Comissão de Relações Exteriores (CRE) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (12), as indicações de três diplomatas para chefiar embaixadas do Brasil no exterior. Os nomes de Luís Ivaldo Villafañe Gomes Santos (Togo), Laudemar Gonçalves de Aguiar Neto (Grécia), Eduardo Botelho Barbosa (Síria) e Manuel Adalberto Carlos Montenegro Lopes da Cruz (Jamaica) seguem agora para deliberação do Plenário.

A CRE aprovou a indicação do diplomata Luís Ivaldo Villafañe Gomes Santos para atuar em Lomé, capital do Togo. O diplomata tem experiência no continente africano, com passagens pelas embaixadas do Brasil na Etiópia, Angola e Benim. Durante a sabatina, Villafañe afirmou que pretende fortalecer parcerias nas áreas de educação científica e energia sustentável, campos em que o Togo busca reduzir sua dependência externa.
“O fortalecimento dos laços não deve ser visto como agenda periférica, mas como uma agenda de inserção internacional mais justa e solidária”, disse o diplomata. Embaixador no Iraque desde 2020 e ministro de segunda classe do Itamaraty, Villafañe é economista formado pela Universidade de Londres e tem trajetória voltada à paz e segurança na África.

Durante a reunião da comissão, foi aprovada também a indicação de Laudemar Gonçalves de Aguiar Neto para chefiar a embaixada em Atenas. O diplomata destacou que o comércio bilateral triplicou entre 2017 e 2024, embora ainda concentrado em produtos de baixo valor agregado. Aguiar afirmou que setores como aeronáutica e defesa oferecem novas oportunidades, especialmente diante do aumento dos orçamentos militares europeus no âmbito da Otan.“Empresas brasileiras como a Embraer podem se beneficiar da demanda grega por produtos aeronáuticos”, afirmou.
CRE aprovou ainda a indicação de Eduardo Botelho Barbosa para a embaixada em Damasco, na Síria. O relator, senador Esperidião Amin (PP–SC), ressaltou o momento político de transição no país árabe, após a posse do novo presidente Ahmed Hussein Al-Sharaa. Durante a sabatina, Barbosa avaliou que a queda do regime de Bashar Al-Assad e a reaproximação com países ocidentais podem abrir caminho para a reconstrução da Síria.

“Uma Síria estável poderia reacender a esperança no Oriente Médio”, afirmou o diplomata, que defendeu foco na ajuda humanitária e na recuperação econômica. Cônsul-geral em Zurique desde 2022, Barbosa é ministro de primeira classe e já representou o Brasil na Argélia e na Sérvia.

O indicado para chefiar embaixada do Brasil na Jamaica, Manuel Adalberto Carlos Montenegro Lopes da Cruz, foi o quarto diplomara aprovado pela CRE. O diplomata mencionou a devastação causada pelo furacão Melissa na Jamaica em outubro, e afirmou que buscará viabilizar mais ajuda humanitária ao país caribenho. Embaixador do Brasil no Azerbaijão desde 2018, Cruz é ministro de segunda classe no Itamaraty, o penúltimo patamar da carreira de diplomata.
Fonte: CRE





