Embaixada da Tunísia coordena programa de promoção do azeite tunisino no mercado brasileiro. Brasil quer deixar de ser apenas importador.
A Câmara de Comércio Árabe-Brasileira (CCAB), em São Paulo, recebeu nesta quarta-feira (12.11) o Olive Oil World Congress (OOWC), evento internacional que reúne especialistas, produtores e chefs de cozinha para discutir ciência, qualidade e mercado do azeite de oliva. A edição brasileira marca um momento estratégico: o país, embora ainda pequeno na produção, consolida-se como um dos maiores consumidores mundiais e busca ampliar sua presença no setor.
Hassan Al-Saadani, conselheiro da missão em seu Escritório Comercial e Consular em São Paulo participou das atividades do Primeiro Fórum do Azeite no Brasil organizado pela Associação Brasileira de Produtores, Fornecedores e Comerciantes de Azeite (OLIVA). “A participação da Tunísia na primeira sessão do referido fórum é uma oportunidade renovada para definir a posição distinta do nosso país no mapa mundial dos maiores produtores de azeite, que o qualifica para estar localizado ao lado de fornecedores tradicionais, especialmente dos países mediterrânicos, neste mercado promissor”, afirmou Al-Saadani.
Entre os destaques, o diretor executivo do Conselho Oleícola Internacional, Jaime Lillo, apresentou “O azeite de oliva no mundo atual”, enquanto o pesquisador Miguel Ángel Martínez, da Universidade de Harvard, trouxe as mais recentes evidências sobre a dieta mediterrânea e seus impactos na saúde. Uma mesa-redonda mediada por Rita Bassi contou com a participação de Andrea Romanos (Harvard), Ramón Estruch (Universidade de Barcelona), Áureo Augusto Delgado (gastroenterologista brasileiro) e Mariana Del Bosco (nutricionista da ABESO), analisando o papel do azeite na prevenção de doenças.
O congresso também marcou o início do OOWC 2026, com painéis dedicados à qualidade e autenticidade do azeite. Teresa Pérez, da Interprofesional do Azeite de Oliva (Espanha), falará sobre características físicas e químicas do produto; Mariana Matos, da Casa do Azeite (Portugal), explicará os fatores que determinam a excelência “da azeitona à garrafa”; e o chef Beto Almeida demonstrará o uso do azeite na culinária brasileira. O evento foi encerrado com um debate aberto e uma degustação guiada de azeites de diferentes origens.
Hoje, o Brasil consome cerca de 97 mil toneladas de azeite por ano, o que representa pouco mais de 3% do consumo mundial, mas ainda depende quase totalmente de importações para atender à demanda interna. Em 2024, o país comprou aproximadamente 77 mil toneladas, o equivalente a cerca de R$ 4,1 bilhões. O preço médio da tonelada importada subiu mais de 35% em relação ao ano anterior, impulsionado por oscilações climáticas em países produtores e pelo aumento global da demanda.
Tal como a presença da Tunísia na primeira sessão do referido fórum é uma oportunidade renovada para definir a posição distinta do nosso país no mapa mundial dos maiores produtores de azeite, que o qualifica para estar localizado ao lado de fornecedores tradicionais, especialmente dos países mediterrânicos, neste mercado promissor.
A participação da Tunísia na primeira edição do fórum foi uma nova oportunidade para destacar a posição de destaque do nosso país no mapa global dos maiores produtores de azeite, permitindo-lhe posicionar-se ao lado de fornecedores tradicionais, particularmente dos países mediterrâneos, neste mercado promissor.
Fonte: Globo Rural





