Embaixador John Aquilina pede a abertura de uma embaixada brasileira no país
O governo de Malta pretende expandir as relações diplomáticas com o Brasil, por meio da abertura de uma embaixada brasileira no país. O pedido foi feito pelo embaixador maltês em Brasília, John Aquilina, durante evento, nesta quarta-feira (10), no Setor de Clubes Sul, em comemoração ao 61º aniversário da independência do país. Com 50 anos de amizade, Malta quer ser porta de entrada de produtos do Brasil na Europa
O Brasil é, até o momento, o único país da América do Sul com uma embaixada de Malta, o que demonstra a importância estratégica da relação bilateral. “Estamos em um momento de pioneirismo”, diz Aquilina. “Naquele período, o Brasil exercia seu segundo mandato no Conselho de Segurança da ONU, e Malta se preparava para sua primeira participação. Estar fisicamente presente era essencial para estreitar laços”, completou. O embaixador expressou o desejo de ver o Brasil abrir uma embaixada em Malta em breve.
A parceria histórica entre as duas nações ganha novo fôlego com avanços nas áreas de comércio, cultura, tecnologia e educação, consolidando o Brasil como ponto central da presença maltesa na América do Sul.
No coração do Mediterrâneo, Malta guarda templos megalíticos erguidos milênios antes das pirâmides do Egito, herança de uma história marcada por civilizações que ali se cruzaram e pelo legado da Ordem dos Cavaleiros de São João. Uma ilha pequena em território, mas de importância estratégica e cultural grandiosa.
Malta vem ampliando sua presença global, com novas embaixadas em países como Gana, Etiópia, Japão, Catar, Emirados Árabes, Canadá e, claro, o Brasil. Essa expansão é parte de uma política externa que busca posicionar Malta como um ator relevante em questões internacionais, mesmo sendo um país de pequenas dimensões geográficas.





