“Desafios do Jornalismo Local na Amazônia” reuniu representantes de oito veículos de comunicação popular e independente da região.
Jornalistas que vivem a realidade da Amazônia compartilharam suas ricas experiências no debate “Desafios do Jornalismo Local na Amazônia, realizado, nesta terça-feira (12), na Sala Le Corbusier, na embaixada da França .O jornalismo local na Amazônia Legal é uma das principais linhas de frente na denúncia de violações de direitos humanos e crimes ambientais. A defesa do meio ambiente e da liberdade de expressão são valores centrais para a diplomacia francesa. O contexto amazônico é de especial importância para a França, que compartilha com o Brasil sua maior fronteira terrestre, na Guiana Francesa.
Em um ano marcado pela COP30, a embaixada da França afirmou que apoia o jornalismo, os defensores do meio ambiente e dos direitos humanos, frente a desafios como o desmatamento, o garimpo e a desinformação. Garantem que França e Brasil seguem lado a lado para promover a integridade da informação e proteger aqueles que trabalham por um futuro sustentável.
O Programa de Apoio ao Jornalismo Ambiental Amazônico (PAJOR), da ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF), atua diretamente com esses comunicadores, oferecendo suporte técnico, formativo e político para que suas vozes continuem ressoando, mesmo diante de ameaças persistentes.
Em 2025, o PAJOR reúne oito veículos de comunicação popular e independente com forte inserção territorial na Amazônia Legal. São eles: Abaré Escola de Jornalismo, TV & Rádio Quilombo Rampa, Amazônia Real, Agência Carta Amazônia de Comunicação, Jornalismo Parintins, Agência Tambor, Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (COIAB) e Tapajós de Fato. Brasília, como centro político do país, é o espaço estratégico para encontros de incidência, advocacy e articulação diplomática, capazes de ampliar a visibilidade internacional das vozes amazônicas.
A aproximação com embaixadas e representações estrangeiras é um passo essencial para:
● Construir alianças que garantam proteção internacional aos jornalistas amazônicos;
● Ampliar o reconhecimento global das pautas socioambientais da região;
● Estimular oportunidades de financiamento e cooperação internacional voltadas ao jornalismo ambiental e à integridade da informação sobre a mudança climática Neste contexto, a parceria com a Embaixada da França assume um valor simbólico e político singular, também no marco da COP30 e do ano cultural França-Brasil.
A Repórteres Sem Fronteiras (RSF) — organização internacional, sediada em Paris — é amplamente reconhecida por seu trabalho em defesa da liberdade de imprensa e proteção a jornalistas em risco. A colaboração entre RSF e a Embaixada da França no Brasil configura uma aliança estratégica e natural diante dos desafios enfrentados pelo jornalismo na Amazônia. Representantes dos Veículos: Ariel Bentes – Abaré Escola de Jornalismo (AM) Raaby Ribeiro Cativo – Jornalismo Parintins (AM) Marcos Wesley Pedroso – Tapajós de Fato (PA) Cecília Alves Silva – Agência Carta Amazônia de Comunicação (RR) Raimundo José da Silva Leite – TV & Rádio Quilombo (MA) Antonio José Aguiar Neto – Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira – COIAB (AM) Emilio Antonio Azevedo – Agência Tambor (MA) Katia Brasil – Amazônia Real (AM).
Objetivos
● Conectar jornalistas da Amazônia a representações diplomáticas para fortalecer redes de proteção, advocacy e cooperação;
● Promover um diálogo direto sobre liberdade de imprensa, segurança e sustentabilidade do jornalismo na região amazônica;
● Apresentar os impactos concretos do PAJOR e as realidades vividas pelos comunicadores locais;
● Explorar caminhos de cooperação internacional voltados ao apoio institucional, à visibilidade global e ao estabelecimento de novas parcerias.
Fonte: Embaixada da França





