Mai Taha Khalil festeja a data destacando os significativos avanços das relações bilaterais
A embaixadora do Egito, Mai Taha Khalil, promoveu nesta terça-feira (23), em Brasília, a celebração da 73ª Data Nacional do país e os 101 anos de relações diplomáticas com o Brasil. Segundo a diplomata, uma interação “sólida e dinâmica. Para a comemoração, Khalil recebeu autoridades governamentais brasileiras, representantes do corpo diplomático, membros do empresariado, imprensa e comunidade egípcia.
Em seu discurso, a embaixadora destacou os acontecimentos da relação Brasil-Egito, como o recorde do comércio bilateral de US$ 4,9 bilhões em 2024; o acordo de livre-comércio Egito-Mercosul; a entrada do Egito no Brics e no New Development Bank; a vinda do presidente Abdel Fattah El-Sissi ao Brasil para a Cúpula do G20 no Rio, quando se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva; a visita do primeiro-ministro egípcio, Mostafa Madbouly, na Cúpula do Brics; e a visita de Khaled ElAnany, candidato egípcio ao cargo de diretor-geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
“Celebrar 101 anos de relações diplomáticas é também celebrar um vínculo construído sobre admiração mútua, respeito e aspirações comuns de paz e prosperidade. O Egito vê no Brasil não apenas um parceiro político e econômico, mas um país-irmão, com o qual compartilha valores profundos e uma visão comum de futuro”, afirmou a Khalil.

Representando o governo brasileiro, o ministro Antônio Augusto Martins Cesar, diretor do Departamento de África do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, reforçou o papel do Egito como parceiro estratégico do Brasil na África e no cenário global. Destacou a assinatura da parceria estratégica entre os dois países, firmada durante a presidência brasileira do G20, com a presença do presidente Abdel Fattah Al-Sisi.
“Estamos atualmente elaborando um plano de ação que dará concretude à nossa parceria estratégica. Esta é uma relação em expansão, e nosso objetivo é ampliar a agenda bilateral, incorporando temas como inteligência artificial, bioenergia, ciência e tecnologia”, disse o diplomata.
A 73ª Data Nacional do Egito remete à Revolução de 23 de julho de 1952, que estabeleceu a República neste país árabe. De acordo com informações divulgadas pela Embaixada do Egito em Brasília, ela foi um divisor de águas para o Egito, estabelecendo os pilares de uma república moderna, destacando os significativos avanços políticos, econômicos e sociais conquistados desde então com o país firmemente posicionado como protagonista no Norte da África, no mundo árabe e na região do Mediterrâneo.
As relações diplomáticas do Egito com o Brasil iniciaram em 1924 e tiveram como um dos seus marcos a elevação da representação brasileira em Cairo a embaixada a partir de 1953. Como um dos fatos recentes dessa relação, a embaixada do Egito no Brasil destaca que os dois países consolidaram, em novembro do ano passado, durante a Cúpula do G20 no Rio de Janeiro, um acordo de parceria estratégica estabelecendo sete pilares da cooperação: política, diplomacia, segurança, defesa, comércio, ciência e cultura.









