Liz Elaine Lôbo
Foto: Eliane Loin


A cozinha da Itália é considerada uma das mais apreciadas do mundo, com sua variedade de ingredientes e sabores. Os chefs participantes agora estão fazendo parte da Federação Italiana de Chefs (Federazione Italiana Cuochi – FIC) que, em breve, passará a ter uma filial em Brasília. O Presidente da FIC Brasil, Bruno Stippe, veio participar da cerimônia de abertura e aproveitou para dar início ao processo de filiação dos cozinheiros que ainda não são associados.

Ao discursar, Stippe, que é ítalo-brasileiro, apaixonado pela Itália, disse que as duas nações estão cada vez mais misturadas, mas pediu apoio para se acabar com os restaurantes “tipo italiano”. “Precisamos ter acesso aos produtos verdadeiramente italianos, alguns sabemos que são difíceis, mas outros são perfeitamente possíveis a importação como os queijos curados”, afirmou.
Durante a Semana da Cozinha Italiana no Mundo, a Embaixada da Itália em Brasília realizou ainda outros dois eventos culturais, um foi a palestra “Queijos de leite cru: uma questão de identidade”, com Ana Paula Jacques , no dia 25. Nessa quinta-feira (26), houve o tradicional sarau de literatura italiana com a presença da gastronomia siciliana nos romances Il Gattopardo de Tomasi di Lampedusa e Il Ladro di Merendine de Camilleri. Depois foi feita a projeção do filme “The duel of wine” sobre o sommelier Charlie Arturaola e, em seguida, servido coquetel.

Cardápio – Cada restaurante participante da II Semana da Cozinha Italiana teve a liberdade de elaborar o próprio menu e fixar os preços das iguarias oferecidas. A promessa dos chefs e surpreender com suas criações à base dos aromas do azeite de oliva, do queijo parmigiano e da robustez do tomate. Coube ao mais antigo cozinheiro italiano da cidade, o napolitano Rosario Tessier, reunir os colegas para o grande festival gastronômico. Desenvolvido por ele e pelo chef Francesco Bruno, o cardápio da Trattoria Da Rosario é baseado nos sabores da Campana.

São duas opções de antepasto — spianata romana, provolone e mortadela italiana (R$ 69) e fatias de berinjela assadas ao forno, Parma, rúcula, muçarela de búfala e molho pesto por R$ 59 — ambos servem duas pessoas. Como primeiro prato, há um risoto de camarões, endívias e lascas de pecorino (R$ 95) e um pappardelle com aspargos e delicado gorgonzola cremoso que os italianos consideram “dolce” (R$ 79). Paleta de cordeiro ao molho de vinho (R$ 97) disputa com linguado ao molho de manteiga e alcaparras (R$ 99) a preferência do gourmet no segundo prato.

A Trattoria 101, no Sudoeste, comandada pelo chef Luigi Benegiamo oferece, por R$ 79, a sugestão que inclui brusqueta, filé com funghi porcini e fettuccine Alfredo, além da sobremesa, numa interpretação clássica da Toscana. Também completo é o menu de R$ 69 praticado em três restaurantes: Hostaria dei Sapori, de Giuseppe Modaferri; Vittoria D`Italia, de Francesco Bravin e Il Basilico, de Gustavo Blasseti.

O primeiro representa a Sicília com pratos típicos de carne e bacalhau, além da musse de limão siciliano; o segundo optou por polenta cremosa com gorgonzola na entrada, lombo suíno ao forno e rigatoni na manteiga e sálvia e panna cotta de café com fruta seca caramelizada como se come no Veneto. Já o Brasilico, que representa o Lazio, onde fica Roma, oferece um trio de brusqueta e dois espaguetes, um à carbonara e o outro à amatriciana com limoncello depois da sobremesa.
O chef Alessandro Cosu, do Il Pan-drino, inspirado na Lombardia, propõe diversos sanduíches, como o de presunto cru, muçarela, pomodoro rúcola e molho rose (R$ 34,50) e o carpaccio de bresaola, rúcula e parmigiano reggiano (R$ 45), entre outros. Único chef que não é italiano, Ville della Penna (ex-Piccolo Emporium) prepara o cardápio de produtos artesanais de sua Fornaio, com pães e focaccias.

Embaixador Antonio Bernardini































