Súsan Faria


O título recebido pelo presidente do CNPq, segundo o embaixador,“é um reconhecimento da conexão do professor Mário Borges com a Universidade de Huddersfield e sua excepcional contribuição nas áreas de educação, ciência e pesquisa entre Brasil e Reino Unido”. Segundo o embaixador, os dois países têm uma longa tradição de parceria no setor do ensino superior. “O Reino Unido é o segundo destino preferido para o ensino superior, entre estudantes brasileiros”, afirmou. O diplomata e poeta Vinicius de Morais foi o primeiro brasileiro a ser premiado com uma bolsa de estudos ao Reino Unido, em 1938. O país é o mais forte parceiro brasileiro em Ciência, depois dos Estados Unidos.

New Fund – As equipes de Ciência e Inovação (SIN) e do Newton Fund do Governo Britânico no Brasil manifestaram contentamento pelo título recebido pelo professor. Segundo esses cientistas, Mário Borges – enquanto coordenador de assuntos internacionais do Conselho Nacional das Fundações de Amparo à Pesquisa (CONFAP), em 2014 –trabalhou para fortalecer as colaborações bilaterais em pesquisas científicas com o Fundo Newton no Brasil. O atual presidente do CNPq foi imprescindível, ainda, para realizar a Chamada para projetos de pesquisa entre o Conselho de Pesquisa do Reino Unido (RCUK) e a CONFAP nas áreas de saúde, transformações urbanas, meio-ambiente, biodiversidade e energia.
“Desde quando o Fundo Newton foi lançado em 2014, o apoio e o entusiasmo do professor Mário Borges tem sido fundamental para a cooperação entre as instituições britânicas e brasileiras de pesquisa”, afirmou o embaixador Vijay Rangarajan. Lançado pelo Ministro das Finanças do Reino Unido, o Fundo Newton é um programa de £75 milhões, com duração de 2014 a 2021. “O professor Mário Borges desempenhou um papel estratégico e integral na relação bilateral para pavimentar o caminho para o programa no Brasil”, finalizou o embaixador.

Segundo Julia Knights, Mario Borges engajou e construiu parcerias com as Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs), em atividades conjuntas com parceiros britânicos, como o British Council e as instituições British Academy, Medical Academyof Science, Royal Academy of Engineeringand Royal Society.Em sua função como presidente do CNPq, o professor Neto continua trabalhando em colaboração com o Fundo Newton. “Um bom exemplo é o nosso projeto conjunto no âmbito do programa Reflora do Brasil, que financiou a repatriação digital de 300 mil espécies de plantas brasileiras de nossos jardins Botânicos Reais de Kew para os jardins Botânicos do Rio, que levou à descoberta de 100 novas espécies brasileiras de plantas”, explicou.
“Outros exemplos – complementou Júlia Knigthts – são os dois projetos de pesquisa conjunta com o experimento PELD de longo prazo do CNPq com o parceiro do Reino Unido, Conselho Britânico, um sobre resiliência da Amazônia em transição de floresta e outro na gestão de áreas brasileiras protegidas. E esperamos lançar, no ano que vem, um novo programa de pós-doutorado conjunto em biodiversidade”.









