Súsan Faria

A mostra pode ser visitada até 15 de outubro, de terça a domingo, das 9h às 21h, com entrada franca. Na próxima sexta-feira, 15 de setembro, às 19h30, Pedro Caballero fará palestra sobre arte no CCBB.
“Na obra de Pedro Caballero está a alma dos peruanos, alma que está de Norte a Sul no país”, disse o embaixador. Na sua avaliação, o Peru e o Brasil são herdeiros de um rico e amplo acervo cultural, resultado da mestiçagem das diferentes civilizações do mundo em terra sul-americana. “A mostra pictória deleita-nos com uma singular e colorida combinação do ancestral ao contemporâneo”, disse embaixador.

Já o gerente geral do CCBB, Cloves Henrique Nogueira, destacou a importância dos quatro Centros Culturais do BB, que abrigam manifestações culturais de qualidade e com acessibilidade. Disse que o CCBB de Brasília abrigou este ano cinco grandes mostras de arte, além de palestras, shows e exibição de filmes.

Pedro Caballero fala sobre sua obra
A mostra de Pedro Caballero compõe-se de 39 quadros de tons fortes, começando pelas Embalajes, caixas cobertas por cordas; e outros como Luz de Verano, Crestas e Luz Crisácea, quase sempre em mais de um plano e formatos geométricos. O artista brinca com a abstração, a figuração e o realismo dentro da mesma obra.

Revista Embassy Brasília – Como o senhor se sente expondo suas obras em Brasília?
Pedro Caballero – é a segunda vez que estou em Brasília, graças à intervenção da Embaixada do Peru. Sinto-me muito satisfeito, porque venho como artista mostrar o que faço. É uma oportunidade de o público conhecer a cultura peruana, por meio do que estou fazendo.
Qual a impressão de Brasília?

Fale-nos sobre as influências do Peru em suas obras?
Há uma parte criativa. O homem cria e rompe estereótipos. Como pintor, tenho de não queimar etapas. No passo a passo, crio o caráter de minha obra. Do Norte, temos a cultura da costa marinha… Temos no Peru a cultura Paracas, a Chancay, antes da cultura Inca. Observo a cultura de onde viemos. Sou um pouco tradicional. O Brasil também tem zonas culturais. Se eu fosse brasileiro, como artista eu iria analisar as origens dessa cultura, a interpretaria e lançaria uma arte particular.
O senhor trabalha com múmias, como é isso?

Como avalia a arte plástica peruana?
O nível da qualidade dos artistas peruanos é bom. São necessários os incentivos das entidades estatais, particulares e do próprio artista. Sou uma pessoa de desafios, faço projetos.
O senhor tem exposto em muitos países?
Sim, mas agora quero ir à África e ver o que posso resgatar dessa cultura que é muito ampla e rica.





















